Nicolao Dino é vice-presidente do Conselho e vota sobre abertura de investigação contra Gonet

25 set 2026 - 09h30

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- Por: Redação Terra

Nicolao Dino é subprocurador-geral da República e irmão do ministro do STF Flávio Dino

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O subprocurador-geral da República Nicolao Dino, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, será responsável por conduzir nesta sexta-feira, 25, a sessão extraordinária do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) que vai analisar se há elementos para abrir uma investigação sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nos procedimentos relacionados ao Banco Master e a relação dele com Daniel Vorcaro. A sessão começa às 10h e será transmitida pelo canal do MPF.

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Nicolao Dino ocupa a vice-presidência do Conselho desde 1º de setembro de 2026. Ele assumirá a condução dos trabalhos porque Gonet, que preside normalmente o colegiado, não participa da análise de um procedimento que trata da própria atuação. Na sessão, cabe ao vice-presidente abrir os trabalhos, organizar a votação e conceder a palavra aos integrantes do Conselho.

Será avaliado se existem elementos suficientes para uma investigação sobre a atuação de Gonet na condução das apurações relacionadas ao Banco Master, especialmente em processos que tramitam no STF. O relator é o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Vieira Sanseverino.

Quem é Nicolao Dino

Nicolao Dino nasceu em São Luís, no Maranhão, em 25 de agosto de 1963. Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em 1985, e ingressou no Ministério Público Federal em 1991. Ao longo da carreira, ocupou diferentes funções até chegar ao cargo de subprocurador-geral da República.

Ele é irmão mais velho do ministro Flávio Dino, que também nasceu no Maranhão e teve trajetória na política antes de chegar ao STF. A relação familiar ganha destaque nesta sessão porque Flávio Dino integra o Supremo, Corte onde tramitam os procedimentos relacionados ao Banco Master mencionados no caso analisado pelo Conselho.
Entre as funções que Nicolao exerceu estão a de procurador-chefe da Procuradoria da República no Maranhão, procurador regional eleitoral e procurador regional dos Direitos do Cidadão. Ele também foi diretor-geral da Escola Superior do Ministério Público da União e vice-procurador-geral Eleitoral.
Nicolao Dino atuou como vice-procurador-geral Eleitoral em 2016 e 2017. Em 2017, seu nome esteve na lista tríplice para o cargo de procurador-geral da República e ele foi o mais votado pelos integrantes da carreira, com 621 votos, mas o então presidente Michel Temer escolheu Raquel Dodge, segunda colocada, para comandar a PGR.
Ele também presidiu a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) entre 2003 e 2007 e foi conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) entre 2007 e 2009. Atualmente, além de integrar o Conselho Superior do MPF, é professor assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB).
Entre 2024 e 2026, Nicolao Dino ocupou o cargo de procurador federal dos Direitos do Cidadão. Ao assumir a função, destacou como uma das prioridades a fiscalização de políticas relacionadas à prevenção e ao enfrentamento dos efeitos de eventos climáticos.
A função envolve a defesa de direitos constitucionais e a atuação em áreas como educação, saúde, segurança, proteção à maternidade e à infância e assistência social.
Nicolao deixou o cargo em 2026, quando Paulo Thadeu Gomes da Silva assumiu a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. A ANPR afirmou, na ocasião, que a gestão de Dino foi marcada pela atuação na defesa de direitos fundamentais, proteção de minorias e defesa do regime democrático.
Ele integra o Conselho Superior do MPF desde 2023 e foi reconduzido para o biênio 2025-2027. Em maio de 2025, recebeu 433 votos na eleição realizada pelo Colégio de Procuradores da República.
Em 1º de setembro deste ano, foi escolhido pelos integrantes do colegiado para ocupar a vice-presidência, com mandato de um ano, até agosto de 2027.
O Conselho Superior é um dos órgãos de cúpula do Ministério Público Federal e tem entre suas atribuições analisar questões administrativas e institucionais da carreira. O colegiado é composto pelo procurador-geral da República, pelo vice-PGR e por oito subprocuradores-gerais da República.
Fonte: Portal Terra
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